quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Rainha pode, bispa não.
A Igreja Anglicana é hoje uma igreja simpática, pelo menos para quem só a conhece através da leitura de romances ingleses. Menos irrascível do que a Católica, da qual guarda muito das cerimônias, menos obcecada por dinheiro do que os evangélicos das mais variadas franquias, ela tende a acabar, afirmam os especialistas. Mas na realidade ela não é tão liberal quanto se imagina, ao tentar misturar lógica com religião, duas coisas absolutamente imiscíveis (se é que este era o palavrão das esquecidas aulas de química). Deixou que as mulheres virassem padre (padra? - que nem a nossa presidenta), mas agora o sínodo reunido vetou que virassem bispo (ou bispa). Bispas e padras? E por que não freiros e madros? Pelo Santo
Prepúcio de Cristo! (que se encontra, ao mesmo tempo, nas
catedrais de Puy-en-Velay, Santiago de Compostela, Antuérpia,
Besançon, Metz, Hildesheim e Calcata - ou se trata do mais
quilométrico e teratológico caso de fimose ou, mais provavelmente,
é apenas um milagre.) Deixem logo a mulherada entrar, que
diferença faz?
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