Morreu a virago Margareth Thatcher. Lamento profundamente.
Gostaria que ela vivesse mais uns cinquenta anos, sofrendo com
a doença que a atormentava. Ainda seria pouco, por todo o mal
que ela e seus cúmplices fizeram à humanidade. A Europa de
hoje, com a economia em frangalhos, é um de seus legados. Não,
nem toda pessoa que morre vira automaticamente boazinha. Satã,
meus pêsames, mais uma para você aturar aí embaixo. Não
reclame, você a criou.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Heil Jeff
A maior parte do ideário nazista nasceu nos EUA
(superioridade da raça ariana, eugenia, esterilização dos incapazes, supressão
das sub-raças, inexistência de direitos trabalhistas). Tudo o que a direita do
ocidente adora. Não foi à toa que Churchill declarou que se Hitler tivesse
morrido em 1938 passaria à história como um grande estadista. Agora os
americanos, mais uma vez, aplicam as velhas e acalentadas ideias de trabalho
escravo travestido de livre iniciativa. A Amazon, que possui gigantescos depósitos
de distribuição na Alemanha, contrata principalmente imigrantes de países
europeus com a economia combalida, em contratos temporários. E para manter na
linha esses trabalhadores desesperados, até nas hospedarias onde eles ficam,
contrata uma empresa neonazista de “segurança”, chamada Hess (homenagem a
Rudolf Hess?), cujo proprietário é figura conhecida nos meios de ultradireita.
A Hess mantém os trabalhadores calados e ordeiros, agredindo e expulsando algum
que faça pedidos absurdos, como, por exemplo, receber o salário contratado. A
denúncia é da televisão alemã ARD. Gostei. Compre cinco livros na Amazon e
receba grátis um exemplar autografado de Mein Kampf. Não pelo Adolf, pelo Jeff. Aqui.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Façam o que eu digo mas não o que eu faço
Ah, esses religiosos devotos que lutam pela preservação dos valores familiares... Lisa Byron é um deles. Advogada, integra a Alliance Defending Freedom, grupo de advogados de direita que defende "a liberdade religiosa, a santidade da vida, do casamento e da família". Traduzindo, uma associação anti-gay, que processa entidades públicas, cerceando qualquer tolerância que essas possam ter com os homossexuais. Bem, a proba advogada e defensora da moral acaba de ser presa pelo FBI. Seu crime: exploração sexual de menores e produção de pornografia infantil. Mas advirta-se, sexo e pornografia heterossexuais, como praza aos céus. E para que não houvesse dúvida quanto aos valores familiares, ela também drogava as meninas que explorava, viciando-as, e envolveu na festança a própria filha de 14 anos. A tal ADF, que faz parte de um imenso Alliance Defense Fund, de alcance nacional nos EUA, apagou o nome de sua eminente associada dos registros e não disse mais nada. Fácil, não? Bem, o promotor de Concord, New Hampshire, não achou tão fácil e pediu a condenação da diligente causídica a 25 anos de prisão. A culpa, claro, é dos gays... só não me pergunte como.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Com lenço mas sem documentos
Chamada pelos vizinhos que ouviram um disparo, a polícia de
Trinidad Tobago chegou ao estacionamento de um mercado e lá encontrou, caído no
chão e sangrando profusamente, o segurança da loja. Um tiro acidental da arma
guardada em seu bolso tinha mandado para o espaço sua, como diriam os locutores
de desfile de escola de samba, genitália. Gemendo fino, o coitado ainda ficou
sabendo que seria processado, pois não possuía porte de armas. Além de não ter
tal documento, perdeu os que tinha. O jornal que deu a notícia afirmou que isso
não é assim tão incomum. Fatos semelhantes aconteceram na Flórida, no Arizona e
em Washington, só no ano passado. Olha aí, Obama, um bom argumento para sua campanha
contra as armas. Aqui.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Uma história das Arábias: Apple e NRA
A hipocrisia dos moralistas por esse mundo afora me irrita. Li ontem um
artigo de Mamede Jarouche, professor de árabe da USP que enfrentou a tarefa
monumental de traduzir “As mil e uma noites” diretamente do árabe para o
português, respeitando o texto original. No artigo, ele relembra as primeiras
edições da obra a que teve acesso, todas elas modificadas ou “amenizadas”.
Reproduzo um de seus parágrafos:
“Mas a edição mais cômica, por assim dizer, era a do meu avô, preparada
por Antun Salihani, padre católico libanês, que reescreveu as passagens obscenas.
Inesquecível é a modificação perpetrada por ele logo na cena inicial do livro:
enquanto na versão tradicional o rei Shahzaman mata a mulher e o amante por
encontrá-los dormindo juntos ao retornar inopinadamente ao palácio, na versão
do padre ele mata a mulher, sim, mas por encontrá-la a ouvir um tocador de
alaúde. Ou seja, nada contra o assassinato, mas tudo contra o adultério!”
Hoje leio na BBC que a NFR, ou National Rifle Association, o poderoso
lobby das armas nos EUA, pouco mais de uma semana depois da mortandade na
escola de Newtown, lançou um jogo na loja da Apple. Claro, no jogo você sai
atirando em tudo que passa à sua frente. O curioso da história: a jogo foi
aprovado para crianças acima de 4 anos. A exemplo de papelada de cartório,
reproduzo por escrito, para não haver dúvidas: quatro. A mesma loja da Apple,
que também vende e-books e músicas, censurou a bem comportada palavra “vagina” no
título do livro de Naomi Wolf, que passou a ser “The v****a monologues”;
censurou a capa do livro “The proof of the honey”, de Salwa Al Neime, por ter a
bela foto das costas de uma mulher que lembra os quadros de Ingres; e, baixando
para o popular, só aceitou lançar uma edição da Playboy para iPad sem as fotos
de mulher pelada (vai vender à beça!).
Ou seja, qualquer referência, ainda que remotíssima, a sexo (ou seria
s**o?) não pode; ensinar as crianças a matar pessoas (lembram-se de Jonesboro,
Arkansas, 1998?) pode.
Este é o país que quer impor sua vontade ao mundo...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
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