domingo, 28 de março de 2010

Nada de novo no front, Orson


É uma história mais do que sabida: em 1938, uma adaptação radiofônica do romance A guerra dos mundos, de H. G. Wells, transmitida por Orson Welles em Nova York sob a forma de noticiário, causou pânico na cidade. Ora, a História sempre se repete, senão como farsa, pelo menos como piada.
Aconteceu agora na Inglaterra do velho Wells. Na pequena ilha de Portland, que fica ao sul da ilha da Bretanha, dita Grã. Parece que por lá existe uma base de submarinos atômicos. Além de uma operosa prefeitura que, um belo dia, resolveu , ao mesmíssimo tempo, distribuir ao povo panfletos sobre exercício de evacuação frente a um acidente atômico e anunciar cortes no fornecimento de água por meio de alto-falantes em carros que percorriam as ruas.
Resultado: pânico geral. A idosa população local (na Inglaterra a "população local" é sempre idosa), que não enxerga nem ouve bem, bombardeada a um só tempo por papelada e berraria, concluiu que os tais submarinos tinham explodido e sobre eles desabava a ucraniana maldição de Chernobyl.
A notícia não esclarece quantos velhinhos foram desta para a melhor.

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