
Sobe para 160 o número de vítimas... foi a manchete que li outro dia no bom e velho JB. Com os terremotos do Haiti e do Chile, desde o início do ano que estamos acostumados a essas tristes notícias. Só que não foi terremoto, nem vulcão, nem avalanche, nem enchente em São Paulo. O que subiu foi o número de vítimas de pedofilia num colégio jesuíta alemão, o Canisius, de Berlim.
Será um processo em andamento? Sem qualquer tentativa de graça com os processos civis que pipocam pelo mundo e os processos canônicos que o Santo Bento brecou, todos contra os vigários de Cristo que entenderam muito literalmente a tal história de "deixai vir a mim as crianças". E eu que pensava nos jesuítas como mestres, o Manuel da Nóbrega, o Antônio Vieira com seus sermões, o José de Anchieta, que até hoje não virou santo, embora a Opus Dei franquista e fascista tenha emplacado mais de 100 nas glórias celestes só porque morreram para implantar uma ditadura na Espanha.
Sexo é coisa que não faz mal a ninguém, desde que não haja violência ou coerção. Se esses meninos seduzidos pelos padres tivessem mais de 12, 13 anos (menos que isso é dose, é covardia, é, sejamos claros, coisa de tarado), é possível que nada de mais acontecesse - queiramos ou não, meninos e meninas com mais de 12, 13 anos têm desejo sexual e, mais importante, desejo de dar vazão a esse desejo sexual. Há menos de 100 anos, nesse maravilhoso Ocidente que consideramos o ápice da civilização, menina que não casasse aos 15 anos já começava a preocupar os pais. O que pega então?
Pega que os padres, pastores, rabinos, mulás et caterva enfiam à força na cabeça da garotada que sexo é uma abominação que leva direto para o inferno. Então esses representantes de Deus na Terra levam os garotos (ou garotas, não faz diferença), com as mais hipócritas dissimulações, a praticar aquilo que vai condená-los para sempre e não querem que a garotada pire?
Merecem levar o troco.
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