Leio nos jornais que foi publicada mais uma biografia de Gandhi, tendo por título Gandhi - Naked Ambition. O que a distingue das demais é que seu autor, o britânico Jad Adams, focaliza principalmente a vida sexual do Mahatma. Ora, direis... não, não direis nada, a vida sexual de cada um diz respeito apenas a cada um. As pessoas, sejam indianas ou estrangeiras, hindus ou muçulmanas, carnívoras ou vegetarianas, não precisam saber o que Gandhi fazia entre os lençóis - ou em cenários menos ortodoxos.Além do mais, Gandhi? Desaprovo, mas entendo, que alguém queira saber da vida sexual da Marilyn Monroe, da Vera Fischer, da anorexa Giselle Bündchen. Ou do Mick Jagger, do Chico Buarque, do galã da Globo. Ou mesmo do Rick Martin ou da Ângela Rô Rô. Mas do Gandhi? Não querem também saber da vida sexual dos anjos e dos espíritos de luz?
O livro dá a entender (ou melhor, a resenha do livro, que foi tudo que li) que Gandhi, por estar transando na hora em que seu pai morreu, resolveu libertar-se de todo desejo lascivo e permanecer casto para sempre. Péssimas notícias para a Sra. Gandhi. E péssimo roteiro para uma biografia centrada na vida sexual. Páginas e mais páginas falando de... castidade.
Consta lá que Gandhi fazia questão de tomar banho com a irmã de seu secretário, para demonstrar que nem a nudez feminina, nem o ambiente recluso e sugestivo de um chuveiro, poderiam desviá-lo de seus votos. Bem, aqui a história não está bem contada. Como era essa irmã do secretário? Seria aquilo que os antigos chamavam de um breve contra a luxúria? Seria aquilo que hoje chamamos uma tremenda baranga? Se o era, então, Gandhi, francamente, até eu.
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